Alguém me liga a perguntar se já tenho alguma noção para o dia de hoje. A pergunta é estranha, eu sei. Assim vista de fora e tão de repente, admito que até pode parecer assustadora e, se nos desviarmos uns quantos graus, por outro prisma e sob um outro ângulo ainda, pode mesmo parecer colossal e assustadora. Mas não é. É uma simples pergunta de trabalho, dessas que temos por hábito e necessidade fazer, para ver se produzimos alguma coisa de interessante com as horas que nos ficam.

Em todo o caso, confesso que hoje hesito um pouco. Para responder com propriedade precisava aqui de resolver qual é o meu palpite mais acertado: se o que me diz que, até ao fim do dia, muitas pessoas se hão-de estranhamente eclipsar da face da Terra; ou se, pelo contrário, o que me diz que pode ser que o horizonte tenha acordado fadado a encontrá-las todas ao mesmo tempo.

Não sei bem em que é que ficamos. “A ver vamos!…“, como o povo gosta de dizer. Cá estaremos para ver, já que, naquilo que nos toca, não temos mesmo outro remédio.

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